Skip to content


Mais plágio

A Gecko Stickers, do Leo, meu colega de ESDI, foi vítima de plágio nos últimos dias. Uma das artes de seus adesivos de parede foi usada como marca do Fórum Internacional de Marketing. Acho que o que me deixa mais perplexa, como no caso das fotos roubadas, é a falta de iniciativa em tentar licenciar o trabalho que, pelo jeito, foi escolhido como sendo o ideal para aquele propósito.

Gecko Stickers

Gecko Stickers Plágio

Alguém gostou do trabalho da Gecko, certo? Por que não procurar os designers de lá e pedir para usar o desenho? Que tal contratá-los para que eles façam a adaptação da arte para uma marca, já que queriam usar o Pão de Açúcar e tirar a favela? Porque é mais fácil roubar.

Tenho um conhecido que resumiu assim o que pode estar passando na cabeça das pessoas que roubam fotos e trabalhos dos outros: “se eu pedir, posso ouvir um ‘não’ como resposta, ou pode sair caro demais, e, depois de feito o contato, se eu usar a imagem sem autorização, não vou poder dizer que não sabia de quem era. É melhor não falar nada, usar a imagem, e contar que o autor não vá descobrir nunca”. Pode até ser isso também, mas na maioria dos casos eu acho que nem passa na cabeça do sujeito a questão de licenciar ou não um trabalho. É pura safadeza mesmo.

Curiosamente, o Luca Atalla tinha puxado esse assunto recentemente, nos comentários do meu post sobre as minhas fotos roubadas, colocando um link para um ótimo artigo sobre como é complicado definir onde termina a referência e começa o plágio: Something borrowed (em Inglês), do jornalista Malcolm Gladwell, que viu parte de um texto seu sendo usado, palavra por palavra, numa peça da Broadway.

Em fevereiro de 2010, eu citei outro caso de plágio, o das traduções, que também vale ser lembrado. Naquele caso, as editoras reaproveitavam traduções já publicadas, dando o crédito a outra pessoa, evitando ter que pagar os direitos do tradutor verdadeiro ou pagar uma nova tradução, além de conseguir lançar o livro muito mais rapidamente. É a maximização dos lucros!

Quer ler mais sobre plágio de traduções? Visite o blog da Denise Bottmann: Não gosto de plágio.

Posted in Amigos, Design & Webdesign, Livros.

Tagged with , , .


3 Comentários

Mantenha-se atualizado! Assine o RSS feed para comentários deste post.

  1. alexandra diz...

    mas ele tomou alguma atitude?? entrou em contato com a empresa??
    beijos

  2. Lia Caldas diz...

    Oi, Alexandra.

    Eu acho que ele deve! Eu tenho até uma advogada para recomendar. Bjs.

Continuando o debate

  1. Copyright Cops | Ephemera, by Lia Caldas linkou para este post on 6 de agosto de 2011

    […] artigo trata do assunto “plágio” e é bem interessante. Eu já falei sobre ele em um post anterior, então me desculpem a repetição, mas ele tem tudo a ver com esse […]