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Copyright x Marca d´água

Depois de ter minhas fotos roubadas, e de vê-las publicadas pela internet na maior cara de pau, resolvi aderir à marca d´água, que eu resisti tanto a fazer, por achar que atrapalha a visualização da foto.

Recentemente, comecei a usar um discreto copyright no canto das imagens, depois que percebi que as fotos no blog e no Flickr estavam tendo um acesso bem grande, muitas vezes vindo de pesquisas por imagens no Google. Tentei fazer algo discreto, com uma assinatura que variava de opacidade e de cor de acordo com a foto, o que tornou a atividade de colocar fotos no ar algo extremamente demorado e chato. Talvez seja por isso que eu tenha reduzido a quantidade de fotos que coloco no Flickr e no Ephemera, criando uma fila desanimadora de imagens que eu ainda tenho que tratar.

Flores / Flowers

Ainda assim, eu não estava totalmente convencida e cheguei a pensar em puxar um debate entre meus amigos fotógrafos: colocar ou não copyright dentro das imagens? Foi quando encontrei a primeira foto roubada, o que me deixou muito, muito triste. Eu sou uma pessoa de fácil acesso, boa de conversa, compreensiva, até mesmo boba e ingênua em muitos casos: poderia até ter concordado com o uso da foto de graça, como já fiz antes, se tivesse sido consultada e, principalmente, se o uso não fosse comercial. Mas o fato da foto ter sido roubada me deixou mal.

Um dos sites chegou a colocar crédito: “Foto: Google”!!! Foto: Google??? Que cara de pau!!! Já entrei em contato com esse sujeito e ele já tirou a foto do ar, mas ainda tem outros, além dos casos que eu ainda nem descobri, imagino eu. Tem até universidade federal usando foto minha roubada!

Foi muito desagradável ter que dar o braço a torcer para o Pedro, que sempre me avisou que isso aconteceria. Ele mesmo já foi vítima dessa sacanagem, mesmo com copyright na foto, que foi simplesmente cortado fora no Photoshop. Por esse motivo, agora eu acho que só a assinatura no canto da imagem não é mais suficiente, tem que ter marca d´água mesmo. Uma pena! Os que gostam de ver fotografia, como eu, é que saem perdendo.

Mas a gente tem que se adaptar à realidade, não é mesmo? Num mundo onde o Google oferece uma busca por imagens tão eficiente – e que agora tem até recursos para refinar a busca por resolução, por cor etc. – não dá para publicar uma foto sem pensar que as pessoas vão chegar a ela pelos caminhos mais inesperados, não só pelo seu próprio site.

E nem as fotos pessoais estão a salvo. Li uma vez que uma família americana, daquelas com marido, mulher, dois filhos e um cachorro, teve uma foto roubada do seu Facebook e usada como anúncio de margarina num país do leste europeu. Eles descobriram quando um amigo que passou por lá, a turismo, viu a foto num outdoor e ligou chocado para o casal: “poxa, vocês não me contaram que estavam fazendo publicidade para a marca tal?”.

Comecei a fazer alguns testes, mas estou com medo de ficar feio/grande/chamativo demais.

Eis um exemplo do que estou pensando em fazer. Se alguém puder dar uma opinião sincera, eu agradeço.

Abelha

Chapada Diamantina

Angra

Posted in Fotografia, Internet & Sites, Minha vida.

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16 Comentários

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  1. Luca diz...

    Não acho que seja o mesmo caso e você tem total direito de preservar o uso do seu trabalho. Mas esse artigo aqui me fez repensar a idéia de plágio.

    http://www.newyorker.com/archive/2004/11/22/041122fa_fact

  2. Lia Caldas diz...

    Oi, Luca. Muito bom o artigo! Acho que no caso da peça o problema foi pura falta de comunicação. Se houvesse autorização da médica e da jornalista, e crédito a ambas, não haveria problema algum.

  3. Pedro diz...

    Infelizmente, nós fotógrafos chegamos a uma situação perde-perde em relação a fotos na internet. Se por um lado a internet é uma ótima maneira de divulgar o nosso trabalho, por outro, é uma fonte de problemas relacionados a copyright. E por conta disso, devemos prejudicar o próprio fruto do nosso trabalho com uma marca d’água.

    Em uma época pré-internet e fotos digitais, imagino que dificilmente alguém iria invadir sua casa ou escritório ou agência visando, unicamente, o roubo de uma fotografia para utilização em algum meio impresso, comercialmente ou não. E mesmo assim, essa pessoa teria que invadir o lugar a força, talvez com o uso de armas etc.

    Hoje me dia, não. Hoje nós temos o Google. A melhor ferramenta já inventada pelo homem para achar informação relevante nesse universo de inutilidades e porcarias que é a internet. E é aí que a coisa complica para os fotógrafos profissionais.

    Se a sua foto é boa, vai ser achada pelo Google. E, convenhamos, clicar com o botão da direita do mouse e escolher salvar como… é muito mais fácil do que arrombar uma porta. E é claro, como disse o Lula, isso é feito sistematicamente nesse país. Isso torna certo? NÃO! Mas é uma realidade, e devemos nos proteger. Do que? da ignorância das pessoas.

    Durante muito tempo, e ainda hoje, convivo com pessoas que ao serem fotografadas, ou se verem em uma fotografia, consideram ser delas a foto. Afinal, são ELAS que aparecem na foto. Desisti há muito tempo de ensinar essa lição. Portanto, não dou mais fotos minhas sem copyright na foto há algum tempo. Mas se até mesmo seus amigos não sabem que estão te lesando como profissional, ao usar uma foto sua comercialmente que você só lhes deu para colocar no FB por exemplo, o que dirá dos que nunca ouviram falar de você? É como colocar um pedaço de bolo em cima de um formigueiro e não querer que as formigas façam um banquete!

    É aí que entra minha crítica às redes sociais de fotografia. Uma rede dessas, voltada para o público que gosta, admira, ou trabalha com fotografia, deveria proteger um aspecto básico desse mercado: o direito autoral. Por muito tempo pensei em entrar no Flickr, afinal, se quero mostrar meu trabalho como fotógrafo, por que não entrar na mais popular rede social fotográfica?

    O problema é que por mais que o Flickr tente impedir que pessoas “roubem” suas fotos, usando o tal do spaceball.gif, não faz nada para barrar o acesso do Google. Então você pensa que está protegido, mas na verdade está com a bunda na janela.

    Infelizmente, para perda dos que apreciam uma boa fotografia, para divulgar fotos na internet devemos colocar copyright dentro da foto, e não só no canto não, mas em forma de marca d’água mesmo. Não vejo problema nenhum em “roubar” uma foto que você gosta para ter no seu computador e poder olhar a qualquer hora. Eu mesmo tenho uma pasta chamada “Fotos_Internet”, de fotos que gostei e baixei e, de vez em quando, até coloco no meu blog como uma forma de homenagem.

    Minha “solução”, foi fazer o meu site usando flash. O Google não sabe o que é flash (por enquanto). E ainda por cima desabilitei a opção de “right-click”. Isso significa que o Google não acha minhas fotos e quem visitar meu site não terá facilidades para pegar uma foto (mas se quiser, vai conseguir. Existem outras maneiras mas aí o cara tem que ser muito filho da p…). Por esses motivos, optei por não colocar copyright dentro da foto. Já no meu blog, coloco em todas, e grande. E a partir de agora, por causa desse episódio, usarei a forma de marca d’água.

    Só que tem uma coisa, isso também significa que eu estou de fora da maior ferramenta de buscas da internet. O meu site é aquela lojinha no 3º andar de um prédio velho no centro da cidade. Só vai quem conhece!

    Enfim, se tem alguma coisa a se aprender com essa história é: You can´t trust the system! Maaaannn….

  4. Pedro diz...

    Ahhh… e para responder sua pergunta:

    – A foto da abelha, dá vontade de chorar.
    – A segunda, em termos de copyright, ficou ótimo, pois não se pode cortar fora a marca e ainda ter uma boa foto…
    – … como no caso da última foto.

  5. Lia Caldas diz...

    Pê, valeu pela dica. A foto do barco realmente não ficou protegida pela marca d´água.

  6. iglou diz...

    Lia, o importante é ter o nome do autor e uma URL com a origem da foto. Assim, quem quiser licenciar a imagem pode localizar sua origem e contatar o autor. Sem marca/site/autor, as imagens ficam perdidas, anônimas no limbo da internet.

    [ ]s ig+louise

  7. Lia Caldas diz...

    Oi Ig e Louise,

    Que bom ver vocês por aqui! Valeu pela dica! E por falar em Lost Art, eu estava querendo falar com vocês sobre algo que tem a ver com isso. Eu fiz um rascunho de post sobre vocês dois e queria colocar uma foto para ilustrar. Posso usar uma, com créditos e link, é claro? Bjs

  8. Luca diz...

    Pois é, mas a discussão que o Malcolm genialmente abre é mais ampla que o pedido de permissão. É o seguinte: o que realmente é arte? No caso de imagem, o conceito é mais fechado, embora eu já tenha cansado de ver charges de fotos (Chico Caruso é mestre nesse “plágio”) que o fotógrafo de fato é o artista e a charge é que se consagra.

    Mas no caso do texto, quer dizer que a construção é que determina o plágio? Pô, todo mundo copia o conteúdo do outro a todo momento, seja escrevendo livro, dando notícia ou até conversando!

    O que tem a forma de tão especial? Se copiar o conteúdo (a idéia) pode, por que não a forma? Simplesmente porque a forma é que facilita a configuração do plágio. So que de fato a forma é muito menos importante que o conteúdo.

    Como disse, discutir texto e imagem é um pouco diferente, embora qualquer referência seja uma forma de plágio, se levarmos a coisa ao pé da letra. E quando você clica, você na verdade tá plagiando centenas de imagens que formaram a sua visão do mundo até aquele clique. E ninguém tá sendo creditado por isso.

    A reflexão do Malcolm é ainda mais legítima se pensarmos que ele, que é um autor reconhecidíssimo, foi o prejudicado diretamente no caso. E assim mesmo concluiu que autoria não é algo tão simples de se definir…

  9. iglou diz...

    Lia,

    Claro que pode! bjos, ig+louise

  10. Nadja Voss diz...

    Lia,
    Como designer tenho uma marca d’água que impossibilita até um especialista em tratamento digital apagar o nome do autor. Entra em contato comigo por e-mail que te mando uma amostra.
    Abraços

  11. Lia Caldas diz...

    Nadja, eu quero sim! Me manda uma foto, estou curiosa.

  12. Rogério Santos diz...

    Estou justamente pesquisando como inserir copyright em minhas imagens. Trabalho com edições de imagens e já tive trabalhos roubados. Dá trabalho editar cada foto e inserir copyright ou até logotipos que já criei. Mas… de tudo sempre fica uma coisa, as fotos podem ser copiadas, mas o talento não!!!

  13. Lia Caldas diz...

    Olá, Bruno Longo.

    A marca d´água invisível da Digimarc parece ser bastante interessante, mas ela não impede, nem desestimula, que outros copiem suas fotos e usem por aí. Ela ajuda a encontrar essas fotos na web, de forma que você tome as medidas legais cabíveis se quiser, mas só depois que o roubo já foi cometido.

    Já a marca d´água visual, aquela que “estraga” a imagem, essa sim atrapalha bastante a ação dos ladrões de fotos. O problema é que ela atrapalha também a sua visualização. Decidi usá-la de vez em quando, apenas se achar que uma foto tem chances de se tornar um alvo fácil. No mais, vou usar o bom e velho copyright no canto da imagem.

Continuando o debate

  1. Mais plágio | Ephemera, by Lia Caldas linkou para este post on 27 de maio de 2010

    […] marca do Fórum Internacional de Marketing. Acho que o que me deixa mais perplexa, como no caso das fotos roubadas, é a falta de iniciativa em tentar licenciar o trabalho que, pelo jeito, foi escolhido como sendo […]

  2. PedroStabile.com » Resposta: Copyright x Marca d’água, via Lia linkou para este post on 11 de julho de 2011

    […] (o que não exime ele da culpa, mas justifica sua história de que ele não sabia etc), fez um post sobre o […]



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