“Agora no TeleCine KingKong, um macaco q depois q vai p/ cidade e fica famoso pega 1 loira. Quem ele acha q e? Jogador de futebol?” @
Não vejo racismo na frase acima. Se ficasse só nisso aí, o Danilo Gentili teria muitos argumentos para debater na mídia, ou na justiça, a acusação de racismo. Mas quando ele resolve consertar…
“Alguem pode me dar 1 explicacao razoavel pq posso chamar gay de veado, gordo de baleia, branco de lagartixa mas nunca um negro de macaco?” @
Ele não chamou negro de macaco no tweet anterior. Que maluquice é essa?! E se alguém tem que ficar ofendido são as loiras. Tá achando que é só ficar famoso para pegar uma? Enfim, achei que a argumentação dele foi pelo lado errado. Quando ele resolve entrar no debate do “politicamente correto”, como colocou no , acaba dando mais pano pra manga da discussão. Era melhor ficar na análise sintática, que comprovaria com muito mais elegância a inexistência de racismo no primeiro tweet. Veja bem:
O King Kong vai para a cidade, fica famoso e pega a loira. Quem ele acha que é? Um jogador de futebol (que depois que fica famoso, pega uma loira)? A palavra “macaco” está relacionada a palavra “King Kong”, e não ao termo “jogador de futebol”. Tá bom, alguém pode dizer que texto ficou ambíguo, mas ainda assim não existe relação entre a palavra “macaco” e “negro”. Há, no máximo, uma relação entre “jogador de futebol” e “macaco”, mas eu ainda acho que é forçar a barra.
Além disso, lembrem-se de que o Twitter não é exatamente uma ferramenta que estimula a correção textual a fim de eliminar toda e qualquer ambiguidade. É, na verdade, um ótimo ambiente para a proliferação de mensagens trucadas.
Sei lá… A gente pode consultar um professor de português, mas na minha singela opinião houve um grande equívoco nessa questão.
Uma das matérias sobre o caso:
Uma das opiniões sobre o caso:
Eu acho que você tem razão. O problema todo é o histórico de sofrimento dos negros, que foram escravos etc. O branco, por outro lado, não passou (?) por algo semelhante, ou seja, qualquer um pode chamar o BRANCO de BRANCO (nunca vi alguém se referir a um branco como um caucasiano) mas não o NEGRO de PRETO. Porque? eu acho que é por que essa é uma questão frágil… que pode perder o controle rapidamente.
Para finalizar, só falta aparecer uma ONG querendo defender a posição do macaco nisso tudo (se é que já não apareceu), afinal, se houve uma comparação, foi a do macaco com o jogador de futebol, com todo respeito (ao dois).
Mas realmente, o remendo foi de fato pior que o soneto. Não Gentili, não é ok chamar um gordo de baleia, porque a verdade é que a sociedade (ela, não eu) tem um preconceito reprimido contra gordos, homossexuais, negros e até mesmo comunistas. E porque somos todos civilizados (?) agimos de modo a respeitar as diferenças. Será? Não vejo poltronas maiores nos aviões, não vejo casamento gay, e em uma cartilha elaborada pelo governo sobre termos politicamente INCORRETOS, colocaram entre outros absurdos, a palavra comunismo.
Enfim, embora essa questão do Gentili tenha a sua importância, para mim não passa de uma interpretação errada de mais uma das milhões de frases sem importância do twitter. E enquanto o povo se preocupa com as migalhas, os senadores e deputados e presidentes de conselhos de ética(!!!) estão com a mão na massa, ou melhor, com a massa no bolso!