Quando eu era pequena, adorava esculpir a madeira dos lápis, especialmente quando a aula estava chata. Pegava a minha faquinha olfa – eu sempre usei uma, em lugar do apontador de lápis – e criava verdadeiros minitotens. Mas esse cara, que também começou quando era criança, vai além: ele faz esculturas com o grafite dos lápis, transformando suas pontas em incríveis miniaturas.
, brasileiro que mora nos Estados Unidos, trabalha sem a ajuda de lentes de aumento, mas cada sessão dura apenas de uma a duas horas por dia. Ele considera sua arte um hobby, uma espécie de meditação. As esculturas são entalhadas lentamente e demoram meses para serem feitas: é um verdadeiro trabalho zen.
Antes de optar por pontas de lápis, Dalton trabalhou com casca de árvore e sabão, mas o grafite “é um material puro e bastante homogênio”. Hoje, sua matéria prima favorita é o lápis de carpinteiro n. 2 – que ele esculpe com uma faquinha e uma agulha – ou lápis usados que ele encontra nas ruas, transformando lixo em obra de arte. (Clique nas fotos para ampliar!)
Ghetti não vende suas esculturas, apenas fotos e pôsteres delas, e apenas as autografa usando lápis, é claro. Nascido em São Paulo, o artista foi para os Estados Unidos aos 24 anos e mora atualmente em Bridgeport, Connecticut, onde trabalha como carpinteiro.
Seu último projeto é um ao 11 de setembro em que ele esculpiu 3.000 lágrimas de grafite que juntas formam uma lágrima maior. Cada gota de lágrima representa uma vítima e ele fez cerca de uma por dia durante 10 anos.
O memorial está exposto no , em New Britain, Connecticut, que vende impressões fotográficas da obra.
Mais informações sobre o artista no
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